Ontem, enquanto tentava assistir ao jogo do Fluminense x Patense, um texto surgia em minha cabeça: esse texto.
Meu filho de 2 anos, irritadiço (típico da idade), queria brincar com o Hulk, e eu dizia:
— Ah, lá, filho, o Hulk na TV!
Por sorte, Hulk, jogador, era a cara do brinquedo dele. Isso rendia alguns poucos segundos.
— Quer brincaaaaaar!
Enquanto isso, o pai terminava seu trabalho. E eu ali, tentando assistir ao jogo e mediar uma criança de 2 anos.
Hulk fez gol, eu agradeci.
— Olha, filho, Hulk fez gol.
Eu ali no malabarismo e minha mente começou a pensar nessa figura: o véio do saco.
Não estou falando do velho mal-assombrado. Falo da figura mitológica que surgiu em minha cabeça: um velho sem cueca, de calção, assistindo ao jogo do Fluminense no sofá da sala, com o saco pendurado, relaxado.
Aquela figura aposentada, que já criou os filhos, que toma banho em 5 minutos, que dorme e ronca feito um trator e para para assistir ao Flu.
Não que eu esteja com inveja, longe de mim… Mas essa figura me apareceu na mente enquanto eu tentava assistir ao jogo ontem.
2 x 0, e o resultado foi como o esperado por mim. Inclusive, tem capítulo 02 no Substack do livro “Sou Tricolor de Coração”.
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