26 de nov. de 2025

Cidade do Sol

Alerta: mãe, tome logo o remédio de pressão. O texto abaixo contém fortes emoções.

——


Pelos olhos da ciência, eu devo ter TDAH, Autismo ou Superdotação. Ou os três juntos, se isso for possível. Ou nenhum, ou outros nomes… é por isso que eu vou me consultar com um psicólogo da 5° dimensão essa semana.


Ontem eu fui parar no centro da cidade. Fui para uma consulta com o otorrino. Quer dizer, eu ia. Chegando lá, descobri que a consulta é hoje.


Eu ri. Mas entendi o chamado logo ali, olhando para a cara da recepcionista muito simpática que me atendeu.


Entendi que eu estava com vontade de andar pelo centro da cidade. Eu amava fazer isso com minha mãe quando era pequena. Bater perna.


Foi o que eu fiz. A princípio, quis me bater um medinho: andar pelas ruas do centro da cidade em Natal ultimamente pode ser uma aventura e tanto. Mas, eu estava com aquela vontade que quando bate não tem jeito.


Fui ao banheiro da clínica, bebi bastante água. Me preparei e comecei a “jornada do mestre”, por volta das 13:30h, em pleno sol escaldante.


Mas, como eu estava com frio, foi tão gostoso aquele sol.


Enquanto eu andava, Joana do Rock começa a tocar suas músicas na minha mente. Tava passando “Tarde de Sol no RJ” do Skylab. Eu achei engraçado e segui pelas ruas do centro da cidade.


Comecei a ver muitos códigos morse. Vi casas antigas com portões de ferro. Lojas que me chamavam atenção pelo nome, mas que não caí em tentação.


Já ia esquecendo de dizer. Eu tinha a intenção de ir em um brechó de roupas infantis, vender umas peças de Ravi para ganhar uns trocados.


Então meu objetivo era depois da consulta que nem teve, ir para o brechó. O que não imaginava é que iria a pé. 


Continuando. Meu corpo se movia pelas ruas como se rebolasse. Ele sabia por onde ir. Desviava dos noiados com maestria. Tudo orquestrado.


Quando cheguei na Avenida Prudente de Morais, recebi o chamado de parar na loja Aliança Center. E aproveitei para comprar minha roupa para o ensaio de fotos que será minha primeira publi.


A roupa parecia que era feita para mim. Comprei algumas outras peças. Aproveitei para ir ao banheiro, beber mais água e seguir o baile.


Depois na rua vi outra loja mais à frente. Num sei o que São Pedro, São alguma coisa. Era loja infantil. Senti o chamado novamente e comprei a roupa de Ravi do ensaio. Um luxo.


Precisei ligar pra Thiago para pedir mais dinheiro. Pois ali gastei tudo o que tinha em minha conta.


Devidamente reabastecida, segui em frente. E depois parei no Nordestão para almoçar.

Comi strogonoff de frango com arroz e fritas. E uma água com gás para equilibrar.

Estava muito bom.


Sentei em uma mesa ao lado de outra mesa com 4 estudantes adolescentes. Fiquei observando elas. A conversa. Estava interessantíssima. Eu queria estar ali naquela mesa com elas.


Em determinado momento, mudei de cadeira para ouvir a conversa mais de perto. Disfarçando e comendo meu prato.

Os adolescentes sempre tem coisas interessantes a nos dizer. E eu senti até saudade dos meus ex estudantes adolescentes.


Na conversa delas, eu lembrei de mim quando era adolescente também. O papo era muito diverso. Elas metiam o pau na família brasileira, mas com muito amor também. Falaram de Gilberto Gil… mas não consegui ouvir muito bem sobre o que elas falaram dele. Só ouvi que uma delas nunca nem ouviu falar.


Depois o assunto foi sobre política. Uma delas comentou quem eram os candidatos possíveis à presidência. Quando ela disse que teria Michele Bolsonaro, as outras ficaram chocadas, assim como eu também fiquei. Aí o pior veio agora. Lá vem a bomba: elas disseram… todas elas… que votariam nela só por ser mulher.


Perdi até um pouco a fome, mas entendi completamente o sentimento delas. E continuei a ouvir o papo, não pela fofoca, mas porque eu queria aprender.


Elas depois falaram de outro candidato que nem sei o nome… falaram que poderia ser também. Depois falaram que Lula poderia se reeleger também, mas que ele teria que… num sei o que, num sei que lá… nessa hora não entendi o que falaram. Lembrei daquele humorista que fala as coisas enrolado. E eu ri.


Antes de me retirar da mesa e seguir o baile eu fiz questão de passar por elas e dar uma última olhada: tão lindas, tão amigas… uma tava deitada sobre a outra recebendo carinho. Cumplicidade.


Fui ao banheiro do nordestão e me preparei para o próximo destino: o viaduto do baldo!


Mãe, fique tranquila. Estou vivinha da Silva.


Respirei profundamente e caí no abismo do baldo. Venci o medo!!! Nem precisou, meu corpo desviou de cada noiado que apareceu pelo caminho.


Subi a ladeira e fui chegando ao meu destino: o brechó. Vendi as peças que levei e faturei 30 reais. Nem pagaria o Uber de volta pra casa. Mas…


Esse passeio não tem preço. Foi incrível.


Pedi o Uber e voltei para a casa com o post do dia seguinte garantido.


Gratidão aos meus mentores e guias que me acompanham, ao meu EU superior.


💙

25 de nov. de 2025

Agora pronto

​tu deu pra procurar pêlo em ovo, foi?


Vots. Eu digo é vaila. 


Aqui em Natal a gente chama logo de galado. E de fresco. Tu é freské?


Esse galado…


Iiiiiiuuuu… e malha também.


Pegue voadora.


Aqui nois é grafith. Tais por fora.


Rala peito, irmão.

23 de nov. de 2025

1, 2, 3 e…

​já !!!

19 de nov. de 2025

Tempo

Querido Pai (Iranildo, o personagem, a figura),


Painho,


Obrigada por tudo o que o senhor fez por mim.


É pelo seu exemplo, e até pelas dores que combinamos viver aqui na Terra, que escolho o “plano inverso”.


——


No plano espiritual, o senhor aceitou a dura “missão” de ser meu pai.


Iria me inspirar pelos dois caminhos possíveis aqui na Terra: pelo amor e pela dor.


Combinamos. Aceitamos. E viemos.


Eu te agradeço somente hoje. Após muito amor e muita dor. Terapias mil.


Assim como senti a dor de tia Aleide, eu também sinto a sua.


O que aconteceu em Manaus não deve ter sido fácil. Para todos.


No entanto, propositalmente, o senhor é muito amado. Talvez porque seja homem?


Se fosse mulher, teria sido diferente?


De toda forma, lá, o senhor também era personagem.


Aquela história também foi combinada.


Que peso, hein?


——


Mas o senhor tirou de letra.


E hoje me inspira.


É a pessoa mais feliz que conheço da família.


Faz o que quer, trabalha com o que gosta, viajou para a Europa e para vários lugares… mesmo sem ter muito dinheiro.


É a lei da atração viva.


——


Foi o senhor que me ensinou a amar a natureza.


Foi o senhor quem colocou o violão em casa.


Foi o senhor que trouxe o baralho, o jogo “8 loucos”; herança de família.


O senhor nos traz alegria!


Por onde passa é querido, é amado.


——


Talvez por isso eu tenha procurado, em todo esse tempo, me relacionar com homens parecidos com o senhor (de alguma forma).


——


Hoje, sendo uma aprendiz da 5ª dimensão na Terra, eu vejo você, eu sinto você, eu sou você.


Mas, para não dizer que não falei das flores…


É a minha mãe a quem eu, hoje, entendo que deveria mais agradecer. “Dívida histórica”.


Eu sempre fiquei ao seu lado, pai.


Hoje, não escolho lados.


Eu honro os dois.


——


Não sei se o senhor vai compreender o que escrevi.


Pode ser que o personagem ligue para Thiago hoje perguntando se eu estou bem.


Eu estou ficando bem.


Lembra? Passos de formiguinha. Um dia por vez.


Aqueles conselhos que o senhor dá para todos… estou seguindo à risca.


——


Às vezes sinto tristeza quando lembro dos momentos que combinamos de dor.


Mas, em meditação e oração, eu encontro a paz.


O perdão que Jesus tanto bateu na tecla: 70x7.


Perdoar o quê, se foi combinado?


——


Com a consciência de 5ª dimensão, eu te agradeço.


Ainda vamos comemorar muito essa história louca de 3ª dimensão.


Só “birita” lá em Iran… nildo!


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#festanocéu


O texto contém “código morse”.


Entendedores entenderão.