27 de fev. de 2026

Frango à passarinho

Como eu me sinto comendo aves, sabendo que tenho ligação com os seres aviários?


Cara, mil coisas.


Um tetéu acaba de rir. O papagaio da vizinha também… agora mesmo: kkkkk.


E ainda disse: fiufiu!


E eu? Eu sinto tantas coisas. Desde um embrulho no estômago até o desejo de comer bem assado.

24 de fev. de 2026

O outro não existe

Você é, sim, responsável pelo que acontece com você.

E o outro também! Porque o outro é você.

Você é o outro; o outro é você.

Logo, a responsabilidade também é dele.

A responsabilidade é nossa!

22 de fev. de 2026

Boazinha só se fode?

Há um preço em ser eu.

Sou uma pessoa altamente sensível. E não estou falando de ser esponja. Já fui. Hoje, não.


Estou falando sobre ser legal. Eu sou legal demais. Perdoo fácil. Até porque não acredito mais nessa história de “perdoar”.


Se uma pessoa pisa em mim, e isso é algo frequente, eu consigo entender o personagem dela. E entendo a minha responsabilidade nisso.


No entanto, dói. E tem doído muito ultimamente. Amar sem ser amada.


Dizem que é doando que se recebe. Nem sempre. Quando a gente ama incondicionalmente, nem sempre a gente recebe.


Mas, ainda assim, mesmo amando muito… entendendo o outro lado… há momentos, como agora, em que me sinto trouxa.


E aí, eu arrumo minha trouxa e caio fora. Continuo amando, mas aquela atenção que antes eu dava… morre.

E sigo o baile. Até o dia da festa acabar.

18 de fev. de 2026

“Está tudo bem”.

Estava pensando na reflexão da Halu Gamashi sobre o uso de velas. 

Assim como nos foi retirada a ideia de que podemos acender uma vela em nossa própria casa, e não somente em templos, também foi construída, ao longo do tempo, a ideia de que emoções são válidas apenas em sessões de terapia ou psicoterapia.


Frases como: “Você está em um lugar seguro aqui” (pode chorar aqui) parecem delimitar o espaço onde o sentir é permitido.


Vivemos em um planeta onde a experiência inclui as emoções. No entanto, nos ensinaram a esconder aquelas consideradas “densas”, sob a influência de uma espiritualidade tóxica. Venderam-nos a ideia de que precisamos estar sempre alegres, saltitantes, vibrando alto.


Pois bem, tendo consciência disso, acendo velas e choro pelas pitangas, se assim for da minha vontade.

12 de fev. de 2026

Para o meu querido threadiano, Salvador

Querido Salvador,


O sono é sagrado.


E ponto final.


Mas você me deixou com uma pulga atrás da orelha.


Dormir bem, realmente, me permite ser boa mãe, esposa e até eu mesma. Porque amo estar com saúde e produzir minhas artes, além de amar me sentir bem e disposta.


No entanto, foi a privação de sono, causada por burnout (trabalho de professora Helena + maternidade + construção de uma casa, etc.), que fez com que minha abertura mediúnica se tornasse um pouco mais ostensiva.


Contarei melhor essa história em livro.


De fato, sem dormir direito, enloucresci.

E passei por experiências paranormais incríveis. Artísticas, em grau máximo.


Dizem que podemos aprender pelo amor ou pela dor.


Inconscientemente, eu escolhi o caminho da dor. “Lá no plano espiritual”, tracei essa história bizarra e disse: “chá comigo, vou tirar de letra”.


Bem, acredito, de verdade, em nosso livre-arbítrio.

Não posso dizer, jamais, que tudo que passei foi maravilhoso. Ao mesmo tempo, contraditoriamente, foi! Inclusive, só nos conhecemos, porque hoje eu sou mais eu do que nunca.


Hoje, eu não seria quem sou (e estou amando minha nova versão) sem ter passado pelo que passei (privação de sono bizarra).

Se recomendo? Não. Mas, a escolha é sempre sua.


Bem, o sono é sagrado. Sem ele, com certeza eu já teria morrido. E escolhi dançar nesse baile mais um pouco.


Um beijo,

Não sei se era o que você esperava,

Mas dei o melhor de mim.


Dione.