Querido Salvador,
O sono é sagrado.
E ponto final.
Mas você me deixou com uma pulga atrás da orelha.
Dormir bem, realmente, me permite ser boa mãe, esposa e até eu mesma. Porque amo estar com saúde e produzir minhas artes, além de amar me sentir bem e disposta.
No entanto, foi a privação de sono, causada por burnout (trabalho de professora Helena + maternidade + construção de uma casa, etc.), que fez com que minha abertura mediúnica se tornasse um pouco mais ostensiva.
Contarei melhor essa história em livro.
De fato, sem dormir direito, enloucresci.
E passei por experiências paranormais incríveis. Artísticas, em grau máximo.
Dizem que podemos aprender pelo amor ou pela dor.
Inconscientemente, eu escolhi o caminho da dor. “Lá no plano espiritual”, tracei essa história bizarra e disse: “chá comigo, vou tirar de letra”.
Bem, acredito, de verdade, em nosso livre-arbítrio.
Não posso dizer, jamais, que tudo que passei foi maravilhoso. Ao mesmo tempo, contraditoriamente, foi! Inclusive, só nos conhecemos, porque hoje eu sou mais eu do que nunca.
Hoje, eu não seria quem sou (e estou amando minha nova versão) sem ter passado pelo que passei (privação de sono bizarra).
Se recomendo? Não. Mas, a escolha é sempre sua.
Bem, o sono é sagrado. Sem ele, com certeza eu já teria morrido. E escolhi dançar nesse baile mais um pouco.
Um beijo,
Não sei se era o que você esperava,
Mas dei o melhor de mim.
Dione.