Outro dia, eu estava diante de uma desumana. A desumana toda arrumada por fora, por dentro um caco.
Ela me ouvia e, logo em seguida, me julgava.
Dizia coisas que eu não disse, me contradizendo.
A desumana me ouve? Não! Ela só pode estar com a pilha fraca.
Aquele embate parecia um inferno. Eu olhava pra ela e pensava: como vim parar aqui? Depois entendi que fui desobediente e paguei pra ver.
A desumana, coitada, ri, enquanto eu sinto um peso nos ombros. Tem alguma coisa aqui nessa história. Essa desumana, Deus/a me livre, eu não quero vê-la mais à minha frente.
Na próxima vez, eu já sei que devo limpar melhor o espelho para não ver mais aquela coisa transfigurada.
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