11 de abr. de 2011

Tia D1

Confesso que quando li o livro "Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar" do Paulo Freire (1997) prometi à mim que não deixaria ser chamada de tia (quando estivesse trabalhando).

Confesso que fresquei, como diria Falcão.

Até tentei usar o "professora" (em tom carinhoso), mas meus 10 alunos-sobrinhos insistem em chamar-me de tia, às vezes até de mãe... 



Desenho espontâneo: "A tia" (meu aluno, 5 anos)


Desta forma, vos declaro, tia sim, e professora também.


Que fazer? (eis a questão).



2 comentários:

sarah disse...

dione, deixa a vida me levar, vida leva eu! (pronto, argumento mais brasilex do que esse impossivel - e um tanto quanto nojento até)
pq ele diz para nao chamar de tia? aveh my gods!

D1 disse...

"diz".... mas explica o pq em torno da desvalorização profissional (moral, financeira...) - dentre muitas outras coisas!

é um livro lindo!

o problema é que essa concepção de tia é cultural... e mudar isso, é questão de tempo. (ou não)