Confesso que quando li o livro "Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar" do Paulo Freire (1997) prometi à mim que não deixaria ser chamada de tia (quando estivesse trabalhando).
Confesso que fresquei, como diria Falcão.
Até tentei usar o "professora" (em tom carinhoso), mas meus 10 alunos-sobrinhos insistem em chamar-me de tia, às vezes até de mãe...
Desenho espontâneo: "A tia" (meu aluno, 5 anos)
Desta forma, vos declaro, tia sim, e professora também.
Que fazer? (eis a questão).

2 comentários:
dione, deixa a vida me levar, vida leva eu! (pronto, argumento mais brasilex do que esse impossivel - e um tanto quanto nojento até)
pq ele diz para nao chamar de tia? aveh my gods!
"diz".... mas explica o pq em torno da desvalorização profissional (moral, financeira...) - dentre muitas outras coisas!
é um livro lindo!
o problema é que essa concepção de tia é cultural... e mudar isso, é questão de tempo. (ou não)
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