Eis mais um feriado.
O comércio fechou as portas,
as escolas interromperam as aulas,
e os pequenos-burgueses foram para suas casas de veraneio.
Aqui fiquei eu.
Cara a cara com o feriado.
Sem vitrines coloridas
e sem a rotina de mais um dia de trabalho.
Inapelavelmente nu e só.
Não pude ir à biblioteca
porque estava fechada.
Não pude ouvir buzina
e nem cheirar fumaça de óleo diesel.
Olhei pra mim e achei horrível.
Do livro: Debaixo das rodas de um automóvel, de Rogério Skylab (2006).
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