5 de nov. de 2026

Dione, em minha mente.

Dione

Dione, Dione...

O dia todo
pensando em você.

Dione, em minha mente.

O que escrevo,
o que produzo,
Dione vem
como uma Diaba, em minha mente.

Dione,
Dione...

É com você
que eu imagino
você de quatro,
em oito deitada,
o infinito...

Dione, em minha mente.

Minha mente mente,
mas mete
em Dione
todo santo dia.

Dione, em minha mente.

Esse jazz é seu,
é meu,
é de quem quiser.

Esse é meu sonho:
no Globo
entrar e enfiar
uma canção... pra você.

Eu lírico.

20 de out. de 2026

Poeteira fumando cigarro ao contrário e dando bicuda em raparigos

 Aos estranhos

esquizoides
bipolares
espermatozoides

Aos escondidos
como Mário
dentro do armário
tão solitário

Aos que não
cabem
mesmo assim
agem

Aos que tremem
de medo
do susto
e vivem presos

Aos que querem
ir embora
daqui em
qualquer hora

Aos que veem
as coisas
e veem que tudo
é coisa...

... exceto o
Ser
que tudo
Vê

Ao Ser
que Sou e
Somos num
Eterno voo

Eu que sou
Poeta
Sinto e escrevo
Uma Era (que Já era).

20 de outubro, dia da Poeta.

16 de out. de 2026

Arias

Arias, meu querido, parabéns pelo seu personagem nesta empreitada da vida terrena. Um Judas perfeito para os dias atuais. Aqui está o seu cheque pela brilhante atuação. Ganhou você e a torcida do Fluminense ao cumprirem direitinho seus papéis.

Segundo a lei da atração, não devemos focar no que não queremos. Mas decidi escrever um texto inteiro para você. Está vendo o holofote lá em cima? Este texto é para você. Unicamente. Aqui embaixo, eu te aplaudo. Se eu vir você do outro lado, vou dar um beijo em sua testa, você deixa?

Arias, independentemente do resultado do próximo jogo, graças a você, o negócio será quente. Qual a graça da Terra sem uma emoção leve como essa? Digo leve, porque eu estarei em meu lar mandando você se lascar, enquanto meu Flu joga. Mas, se for o Flu a tomar no cu, eu tenho um benefício chamado “mindfulness” e um bilhete que me leva para a eternidade chamado “poder do agora”.

Mas, Arias, meu querido Arias, como eu sou você e você sou eu, já ganhamos, eu sei. Na beira da piscina está Hulk animadíssimo, Meu Mentor, meu ex, meu atual e você... O que vamos fazer juntos? Só Deus sabe. Deus é amor. Assim seja.

18 de set. de 2026

Cavalo branco

​Terminado o expediente na Terra, chegou o meu cavalo branco. Subi em cima e ele disse: “Trouxe o Gelol?” Respondi que sim, e seguimos galopando em busca da Terra do Nunca. Antes de entrar no buraco, demos uma rapidinha. Passei Gelol no cu e apreciamos a sensação de alívio. O cu anestesiado, e juntos entramos no buraco. Sextou.

Recém descoberta

 Uma vez, eu e Thiago decidimos passar o Natal isolados, em uma espécie de retiro na praia.

Alugamos uma bela casa em Pipa, uma casa no alto de uma falésia, bem afastada do movimento da praia, com uma vista incrível e natureza por todos os lados.

O que a gente não esperava era que, nessa casa, havia um morador que passaria o Natal com a gente: Petit Gateau.

Petit é um gato muito carinhoso. Ele ficava com a gente quase o tempo todo... E nos pegou, literalmente, de surpresa. A gente se apaixonou por ele, pelo jeitinho dele e pela companhia que nos fez.

Foi através dele que voltamos desejando um filho felino.

Zuko era o nome do gato que iríamos adotar. Mas o destino não quis. O destino quis dar apenas o nome.

E assim veio Zuka.

Não posso dizer que gosto de tudo que envolve criar um gato dentro de casa. Mas tem coisas que a Fonte Criadora (que também sou) sabe mais... e um pet é um encontro.

9 de set. de 2026

O velho do saco

Ontem, enquanto tentava assistir ao jogo do Fluminense x Patense, um texto surgia em minha cabeça: esse texto.

Meu filho de 2 anos, irritadiço (típico da idade), queria brincar com o Hulk, e eu dizia:

— Ah, lá, filho, o Hulk na TV!

Por sorte, Hulk, jogador, era a cara do brinquedo dele. Isso rendia alguns poucos segundos.

— Quer brincaaaaaar!

Enquanto isso, o pai terminava seu trabalho. E eu ali, tentando assistir ao jogo e mediar uma criança de 2 anos.

Hulk fez gol, eu agradeci.

— Olha, filho, Hulk fez gol.

Eu ali no malabarismo e minha mente começou a pensar nessa figura: o véio do saco.

Não estou falando do velho mal-assombrado. Falo da figura mitológica que surgiu em minha cabeça: um velho sem cueca, de calção, assistindo ao jogo do Fluminense no sofá da sala, com o saco pendurado, relaxado.

Aquela figura aposentada, que já criou os filhos, que toma banho em 5 minutos, que dorme e ronca feito um trator e para para assistir ao Flu.

Não que eu esteja com inveja, longe de mim… Mas essa figura me apareceu na mente enquanto eu tentava assistir ao jogo ontem.

2 x 0, e o resultado foi como o esperado por mim. Inclusive, tem capítulo 02 no Substack do livro “Sou Tricolor de Coração”.

29 de ago. de 2026

Eclipse

A lua ficou vermelha. De ódio? Rancor? Será que a lua tem emoções? Ou isso é coisa só dos animais?

Os cientistas vão dizer que sou aluada? Eu, aqui no blog, posso viajar na maionese mesmo.

Meu algoritmo esses dias tem me mostrado muito Augusto Cury e a lua… no Threads. Tem um rapaz que sigo que posta direto a lua pelo seu telescópio… construído por ele mesmo.

Será que estou sonhando muito? Pra ser sincera, pedi um monge budista. Augusto Cury foi o que deu nesse momento.

A lua segue que nem obsessora da Terra. Mas é coisa de atração. Fazer o quê?

Fazer o L? De Lua? Meu Deus, esses remédios às vezes me deixam meio zonza.

Sigo olhando pro céu e vendo que anoitece e amanhece e todo dia é uma novidade.

21 de ago. de 2026

O dia em que me encontrei com um ciclope

​Ontem peguei um Uber, e o motorista era a cara do ciclope do filme A Odisseia. No caminho, conversávamos sobre política.

Ele quem puxou o assunto. Estava revoltado. Não tiro sua razão. Ele virava de lado e olhava para mim só com um olho. O olho que tudo vê. Nesse ângulo, ele virava o ciclope perfeito.

Concordei com tudo o que ele disse (de verdade, não por medo). Ele disse que somos todos um, literalmente.

Nos despedimos. E agradeci aos deuses, os arquitetos desse encontro, em especial a Poseidon — pois morar em uma cidade banhada por mares fez esse encontro ter mais significados.

O filho de Poseidon estava irado, mas ele me chamava de filha. Os tempos são outros.

3 de ago. de 2026

A entrevista que não teve.

​— Dione, qual livro você indica para as pessoas lerem?


— Nenhum.


— Nenhum?


— Nenhum. Indico que as pessoas escrevam.


— E quem vai ler o que as pessoas escrevem?


— O livro certo (e o errado) sempre chega ao destinatário.


— E se o livro chegasse através de sua indicação?


— Continuo indicando o silêncio e a escrita. É este o livro que indico.


— Você está dizendo que é anti-literatura?


— Não. No entanto, muito já foi dito. Menos o que você tem a dizer.


— Mas a leitura engrandece o homem.


— Concordo. Quem me acompanha vive lendo, porque eu escrevo um livro por dia. Às vezes esse livro tem uma frase, às vezes é um texto completo.


— Então, você indica seus livros, Dione?


— Indico. São ótimos. Os que já lancei por conta própria e os próximos.


— Você está se contradizendo?


— Não. São perguntas diferentes. Não indico ninguém a ler livro algum. Mas, se alguém me pergunta se indico meus livros, indico sim. Eu não vou dizer: “Leia Poemas Bêbados”. Eu digo: se for da sua vontade, leia meus livros.


— Qual é a diferença?


— O título. As palavras têm poder. E tudo começa pelo título de um livro. Ele é o chamado. Já tem destinatário.


— Uma pessoa pode ler um livro por indicação sua, não pode?


— Pode. Mas eu não indico. Indico que a pessoa viva a sua vida e escreva sobre o que bem entender. Não indico que nenhuma pessoa leia A ou B. Entendeu?


— Acho que sim. E qual livro seu você indicaria para mim?


— O primeiro não lançado.


— E como eu vou achar?


— Não acha.


(Continua).

29 de jul. de 2026

Assim na Terra, como no Céu

 Aí, lá no astral, eu disse a uma migles:

— Migles, tu vai dizer assim, assim, assim... aí eu vou sentir a pontada... e vou reagir.

Dito e feito.

Sigo sem migles, mas o combinado foi cumprido.

Lá no astral, olhei pra migles e tive ranço.

Assim na Terra como no Céu: sem migles.

21 de jul. de 2026

Higiene do Sono, Mindfulness e Fluminense

Hoje é o aniversário do Fluminense. 

Hoje, dia 21/07/2026, temos: 2 + 1 + 7 + 2 + 6 = 18 → 1 + 8 = 9.

O Fluminense completa 124 anos: 1 + 2 + 4 = 7.

Assim, temos 9 + 7 = 16 → 1 + 6 = 7.

Coincidência, acaso, obra do destino? O 7 é um numeral bastante ligado ao sagrado. Logo, data especial.

Independentemente de números ou acasos, é o meu primeiro aniversário como tricolor. Portanto, para mim, uma data especial.

É muito bom ter um time para chamar de meu!
Queria eu ter conhecido o Fluminense há mais tempo...

Mas tudo bem. Higiene do Sono, Mindfulness e Fluminense: tudo veio tardiamente.
Isso só pode ser obra do destino.

E, mais tarde, fui convidada para um coquetel bem chique. Um evento do ramo da educação.

Acaso, você está de parabéns. 

Uma festa logo hoje? Veio bem a calhar. 

Vou fazer de conta que a festa é tricolor. Meu cérebro é meio Alice no País das Maravilhas mesmo... Obrigada, senhor Coelho do Tempo!

16 de jul. de 2026

A volta da revolta

Quando um homem chega para mim e diz: “Eu consegui, você também consegue”, tenho vontade de enfiar a mão dentro da calça, tirar meu sangue de menstruação, melar o dedinho e escrever em sua camiseta: “Tomou Doril, tua dor sumiu; a minha não, seu molecão.”

O homem, revoltado com a minha revolta, revoltou-se contra mim:

— Pegue aqui a minha camiseta e vá lavar. Ou melhor: pegue essa sua camisetinha medíocre e use-a como pano de chão do banheiro.

Eu olhei para a cara dele, como quem não quer nada, e disse:

— Deixe estar. Eu sigo em frente. Lá na volta, na outra curva, você, sendo eu, verá que tua filha não foge à luta.

Eu, agora que sou homem, na outra curva, sendo ela, senti o ódio e fiz uma ode:

— Ó Deus, por que Tu me abandonaste?

O Todo respondeu:

— Foi tu, sendo eu, na outra curva, que escolheste o destino.

Fez-se então um grande silêncio.

Nessa história toda, ouviu-se a paz.

Todos somos um, movidos por nós mesmos, numa curva e na outra, do início ao fim, e a história se repete infinitamente. Todos, preocupados, ocupados, ansiosos e questionadores, intrigam-se:

— Eu não acredito nisso.

Na outra curva, acreditaram.

8 de jul. de 2026

Cindy Cat

Todo lugar abençoado

tem um gato.

As bruxas, os castelos,

os desenhos animados,

todos eles, podem observar,

têm gato!

Gatos são seres abençoados.

E hoje, no Sindicato dos Professores,

encontrei Cindy Cat.

Cindy, assustado, como sua egrégora,

comendo sua ração, uns grãozinhos.

Abençoado seja.

Mas, grãozinhos...

Um pote com água,

um medo,

uns grãozinhos.

Cindy Cat tem unhas, garras, um potencial imenso.

Mas bastava ver uma pessoa para sair correndo.

Ele me cumprimentou.

Deve ter sentido o cheiro de Zuka, ou de bruxa.

Na porta de entrada do sindicato, Cindy Cat olhava o horizonte.

Mas estava assustado.

Eu também estava.

A gente se reconheceu.

1 de jul. de 2026

Lithium (Nevermind)

Tem que tomar muita água, senão vai morrer.

Tem que fazer exercício físico, senão vai morrer.

Tem que tomar o remédio, senão vai morrer.

Tem que dormir bem, senão vai morrer.

Tem que se alimentar bem, senão vai morrer.

Tem que viver, senão vai morrer.

Tem que morrer, senão vai morrer.

22 de jun. de 2026

Esquema Prático

​                     Casa

Prato           Sapato        Pé direito alto

                  


                    Martelo

Mesa              WC           Mesa Posta

                  Vassoura



Lego              Zona           Limpar Depois

                     Lavar


                  Garagem

16 de jun. de 2026

Chumbinho Divino

Eu vi um chumbinho estalando no chão.

Fez: PRACK.


Acabou. Em um milésimo de segundo.


✨


Aquele pequeno saquinho guardava toda aquela potência.


Preto por dentro.


Branco por fora.


Preto e branco = PRACK.


Era tudo ali… de repente, nada.


Aquele chumbinho me lembrou a centelha divina.


A criação.


O Regente pegando sua criação…


PRACK.


BIG BANG.


Essa cena está congelada na eternidade.

7 de jun. de 2026

Era uma casa muito fofa

​Sonhei que estava com Thiago, meus pais e minha irmã andando pela Rua Coronel Estevam, no bairro do Alecrim, em Natal/RN, e após a Praça Pedro II, tinham 3 casinhas muito fofas contrastando com o cenário local.


As casas eram estilo casa de hobbits, com muito verde, flores ao redor e um estilo de casa de vó.


Eu conhecia (no sonho) uma mulher (costureira) que morava em uma dessas casas. 🏡 E chamei minha família para entrar lá e conhecer a casa e a dona — uma senhora não tão senhora… simpática e gentil.


Entramos e encontramos tantas belezas naquela casa. Arquitetura, quadros, plantas e o sorriso lindo daquela mulher.


Ela não precisava mais trabalhar, mas costurava por amor. Mostrou os vários serviços que tinha para fazer… e disse que ia dormir à meia-noite… não porque via celular ou TV, mas porque costurava até tarde.


Meu pai, encantado com as frutas, as árvores frutíferas. Minha mãe, encantada com as costuras. Todos encantados com a casa.


A saída da casa, além da porta da frente, tinha um muro falso com plantas, tipo um portal… saímos por ele.


Ao voltar para as ruas, aquela sensação de voltar para uma rua feia e mal-amada. Cinza e triste.


2 de jun. de 2026

ETs?

​Hoje eu estava comentando com meu esposo que, certa vez, fui acampar com um ex-namorado em uma praia relativamente deserta. 

De madrugada, por volta das 3 horas da manhã, fomos surpreendidos por alguma coisa muito estranha rondando nossa barraca. 

Fazia barulhos semelhantes aos que o influenciador Mayk Leão relatou ter ouvido recentemente em seu caso envolvendo um suposto OVNI no Paraná. 


Ficamos em completo silêncio, paralisados de medo. Depois de algum tempo, aquilo foi embora, e nós permanecemos imóveis, sem trocar uma palavra, até conseguirmos adormecer novamente  (não sei nem como).


Quando amanheceu, percebemos algo ainda mais estranho: em um trecho de areia bem em frente à barraca havia vários buracos alinhados de forma muito organizada. Era uma cena esquisitíssima, difícil de explicar até hoje.


O que era aquilo? Não faço ideia. Só sei que foi assim.

Joana mandou um recado

​Quando os ETs chegarem à Terra — e eles vão chegar — não queiram queimar as religiões e as crenças de uma só vez. Esperem.


Mindfulness.


Observem tudo dia após dia, com calma e tranquilidade. Deixem que a história se revele a cada segundo. Sem julgamentos, sem fogueiras, sem inquisições.


Aos poucos, todos compreenderão que somos um só.


Mas isso não acontecerá da noite para o dia.


Por isso, keep calm and enjoy the process.


27 de mai. de 2026

Joana é minha técnica

Ela é quem organiza tudo. Ela diz o que é para eu fazer. Eu, como carteira, artilheira de um time, vou lá e executo seus comandos. Às vezes, ela diz: “Corre!!! Vai lá, arquiva, apaga, escreve, revisa, posta, edita, muda, acrescenta…” É tudo ela. Quem sou eu? Sou jogadora. Ela é quem manda, eu só obedeço. Das vezes em que eu fui rebelde, ela pediu demissão. O clube ficou puto, mas é tudo combinado. Isso ainda acontece, mas tudo bem. Lá na 12ª dimensão, todo mundo se reúne na beira da piscina…